Projecto vai recuperar edifícios degradados nas cidades a custo zero
18 de Julho, 2011
O projecto Reabilitação a Custo Zero, vencedor da iniciativa FAZ – Ideias de Origem Portuguesa, vai iniciar a recuperação de um edifício no centro do Porto, com participação de estudantes universitários e doação de materiais por empresas de construção.
Um dos mentores da ideia, José Paixão, explicou à agência Lusa que o projecto «consiste em criar uma organização sem fins lucrativos que permita a senhorios carenciados, privados ou camarários, reabilitar o seu património, devoluto ou degradado, a custo zero».
Para concretizar o plano, recorre-se a estudantes de arquitectura e engenharia europeus que se voluntariam para vir para Portugal conceber e realizar as reabilitações e são usados materiais de construção doados por empresas fornecedoras a troco de isenções fiscais.
A supervisão técnica das obras fica assegurada pelas universidades locais, através dos cursos de reabilitação das áreas da engenharia e arquitectura.
«O grande impacto pretendido é o repovoamento dos centros urbanos e a dinamização da cidade como máquina de transformação social», defendeu José Paixão.
Sendo uma organização sem fins lucrativos, «os materiais doados por empresas fornecedoras são considerados mecenato social» e tidos em conta em sede de IRC (Imposto sobre Rendimentos Colectivos), explicou.
O processo inicia-se com o contacto com os proprietários carenciados e o acordo para ser feita a reabilitação a custo zero pelos estudantes que «vêm para Portugal num programa a médio ou longo prazo, formalizado em termos semelhantes a um Erasmus, com equivalência nas suas escolas na Europa».
José Paixão adiantou que o projecto já tem interessados, proprietários e empresas, e está previsto avançar com um projecto-piloto, com um prédio devoluto que pertence à Câmara Municipal do Porto, situado no centro da cidade, em «plena Ribeira», para «mostrar que o projecto funciona».
Este prédio deverá ter uma componente de habitação social e de outra de acolhimento de empresas start-up, de indústrias criativas.
As empresas de materiais de construção interessadas pretendem publicitar a sua actividade, nomeadamente a nível internacional, através dos estudantes, futuros profissionais no sector nos seus países.
«O sistema é sustentável e os recursos necessários ao seu funcionamento vão ser gerados pelo próprio sistema de actividades e são previstas fontes de rendimento», como a publicidade nas fachadas nos edifícios reabilitados, possibilidade de realizar um programa televisivo a acompanhar o desenvolvimento do projecto ou a introdução de uma pequena comissão no arrendamento, por um determinado tempo, especificou o mentor do projecto.
Para José Paixão, o prémio da Calouste Gulbenkian e da Talento representa um «voto de apoio e o acreditar da parte das fundações e do júri no projecto» e vai «facilitar as relações com outras entidades».
A iniciativa FAZ – Ideias de Origem Portuguesa destina-se aos cidadãos de nacionalidade portuguesa e luso-descendentes e premeia uma boa ideia nas áreas da inovação social, ambiente e sustentabilidade, inclusão social, diálogo intercultural e envelhecimento, através de um apoio financeiro de 50 mil euros.
Esta ideia foi escolhida entre 203 apresentadas, provenientes de 28 países dos cinco continentes.
Lusa/SOL
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=24386
terça-feira, 19 de julho de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
O 'hotel verde'
Dormir
O 'hotel verde'
Abriu portas a primeira unidade portuguesa alimentada quase a cem por cento por energias renováveis
Joana Loureiro (texto) e Filipe paiva (foto)
12:59 Quarta feira, 18 de Mai de 2011
Visão

À medida que avançamos na estrada, as casas escasseiam e a vegetação adensa-se, até não se avistar vivalma.
Não é fácil chegar ao Hotel Rural Vale do Rio, em Palmaz, Oliveira de Azeméis, que abriu portas no passado dia 5, com 30 quartos virados para o rio Caima.
Para quem pretende "vender sossego" a preços entre €80 e €180, este é o cenário ideal. Mas a ideia do primeiro hotel convencional, por cá, a funcionar só com energias renováveis nasceu por acaso.
Quando a Carlos Alegria S.A., empresa lisboeta ligada às energias renováveis, comprou o terreno de dois hectares, nas margens do Caima, planeava apenas explorar a mini-hídrica obsoleta, de 1800, a precisar de uma intervenção urgente. Contudo, conta Rita Alves, a diretora da unidade de quatro estrelas, "cada engenheiro que por aqui passava ficava entusiasmado com o local".
Resolveram, então, aproveitar o espaço disponível para criar um projeto hoteleiro de raiz, apesar da falta de experiência no ramo. Durante quatro anos, desenvolveram soluções capazes de incorporar no hotel várias formas de energia verde o que "foi complicado".
A principal fonte energética do Vale do Rio é a hídrica, ativada pelo caudal do Caima, desviado por canais próprios até às turbinas. Há, também, uma caldeira de biomassa, um motor a óleo vegetal e painéis solares, térmicos e fotovoltaicos. "É um projeto 98% verde", precisa Rita Alves.
"Numa unidade de quatro estrelas, com muitas exigências, é preciso ter sempre um 'Plano B', para falhas." Os promotores não ficaram a salvo de críticas. Na construção do empreendimento, houve a fuga de bichos do seu habitat. "Viver com dez gruas assusta", diz a diretora. "Mas vamos começar a fornecer alimentação para os animais voltarem às margens do rio." Prevê-se, ainda, a criação de um parque natural.
O hotel gerou cerca de 30 postos de trabalho, maioritariamente ocupados por habitantes de Palmaz. E, por ali, acredita-se que o futuro será risonho.
O Dado
€3,5 milhões - Investimento feito no Hotel Rural Vale do Rio, que contou com uma generosa fatia de fundos comunitários
O 'hotel verde'
Abriu portas a primeira unidade portuguesa alimentada quase a cem por cento por energias renováveis
Joana Loureiro (texto) e Filipe paiva (foto)
12:59 Quarta feira, 18 de Mai de 2011
Visão

À medida que avançamos na estrada, as casas escasseiam e a vegetação adensa-se, até não se avistar vivalma.
Não é fácil chegar ao Hotel Rural Vale do Rio, em Palmaz, Oliveira de Azeméis, que abriu portas no passado dia 5, com 30 quartos virados para o rio Caima.
Para quem pretende "vender sossego" a preços entre €80 e €180, este é o cenário ideal. Mas a ideia do primeiro hotel convencional, por cá, a funcionar só com energias renováveis nasceu por acaso.
Quando a Carlos Alegria S.A., empresa lisboeta ligada às energias renováveis, comprou o terreno de dois hectares, nas margens do Caima, planeava apenas explorar a mini-hídrica obsoleta, de 1800, a precisar de uma intervenção urgente. Contudo, conta Rita Alves, a diretora da unidade de quatro estrelas, "cada engenheiro que por aqui passava ficava entusiasmado com o local".
Resolveram, então, aproveitar o espaço disponível para criar um projeto hoteleiro de raiz, apesar da falta de experiência no ramo. Durante quatro anos, desenvolveram soluções capazes de incorporar no hotel várias formas de energia verde o que "foi complicado".
A principal fonte energética do Vale do Rio é a hídrica, ativada pelo caudal do Caima, desviado por canais próprios até às turbinas. Há, também, uma caldeira de biomassa, um motor a óleo vegetal e painéis solares, térmicos e fotovoltaicos. "É um projeto 98% verde", precisa Rita Alves.
"Numa unidade de quatro estrelas, com muitas exigências, é preciso ter sempre um 'Plano B', para falhas." Os promotores não ficaram a salvo de críticas. Na construção do empreendimento, houve a fuga de bichos do seu habitat. "Viver com dez gruas assusta", diz a diretora. "Mas vamos começar a fornecer alimentação para os animais voltarem às margens do rio." Prevê-se, ainda, a criação de um parque natural.
O hotel gerou cerca de 30 postos de trabalho, maioritariamente ocupados por habitantes de Palmaz. E, por ali, acredita-se que o futuro será risonho.
O Dado
€3,5 milhões - Investimento feito no Hotel Rural Vale do Rio, que contou com uma generosa fatia de fundos comunitários
quarta-feira, 27 de abril de 2011
I Feira Ibérica de Sustentabilidade Urbana 7 a 9 de Junho de 2011, Bragança
O Município de Bragança http://www.cm-braganca.pt está a organizar a I Feira Ibérica de Sustentabilidade Urbana, que decorrerá entre 7 e 9 de Junho de 2011 nesta cidade.
http://www.cm-braganca.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=38506¬iciaId=46442&pastaNoticiasReqId=44435
Esta Feira é composta por um conjunto complementar de iniciativas e constituirá um espaço de divulgação e disseminação de boas práticas relacionadas com a sustentabilidade urbana, abrangendo as temáticas da Eco-Construção, Eco-Energia, Eco-Produtos e Eco-Turismo.
Durante estes dias de Junho, decisores, técnicos, profissionais e empresários poderão encontrar em Bragança um espaço expositivo, na Praça Camões, e um espaço de workshops, no Centro Cultural Municipal.
No espaço expositivo, as empresas terão à disposição um espaço privilegiado para a apresentação dos seus produtos, soluções, serviços, tecnologias e projectos, abrangendo as temáticas da Eco-Construção, Eco-Energia, Eco-Produtos e Eco-Turismo. No espaço de workshops, decorrerão quatro workshops, um para cada um dos temas indicados em cima, onde serão efectuadas apresentações por especialistas Portugueses e Espanhóis destas áreas e discutidos diversas facetas destes sectores com quem desejar participar.
A participação nos workshops é gratuita e os seus programas serão divulgados em breve.
Os interessados poderão aceder e descarregar informação adicional sobre a Feira aqui:
http://www.cm-braganca.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=38506¬iciaId=46442&pastaNoticiasReqId=44435
Cordialmente
Rui Borralho
Rui Borralho
NATURLINK
Rua Robalo Gouveia, nº 1-1A
1900-392 Lisboa
Portugal
tel: +351 21 7991100; fax: +351 21 7991119
http://www.naturlink.pt
http://www.pluridoc.com
http://twitter.com/Naturlink
http://twitter.com/NaturJobs
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http://www.cm-braganca.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=38506¬iciaId=46442&pastaNoticiasReqId=44435
Esta Feira é composta por um conjunto complementar de iniciativas e constituirá um espaço de divulgação e disseminação de boas práticas relacionadas com a sustentabilidade urbana, abrangendo as temáticas da Eco-Construção, Eco-Energia, Eco-Produtos e Eco-Turismo.
Durante estes dias de Junho, decisores, técnicos, profissionais e empresários poderão encontrar em Bragança um espaço expositivo, na Praça Camões, e um espaço de workshops, no Centro Cultural Municipal.
No espaço expositivo, as empresas terão à disposição um espaço privilegiado para a apresentação dos seus produtos, soluções, serviços, tecnologias e projectos, abrangendo as temáticas da Eco-Construção, Eco-Energia, Eco-Produtos e Eco-Turismo. No espaço de workshops, decorrerão quatro workshops, um para cada um dos temas indicados em cima, onde serão efectuadas apresentações por especialistas Portugueses e Espanhóis destas áreas e discutidos diversas facetas destes sectores com quem desejar participar.
A participação nos workshops é gratuita e os seus programas serão divulgados em breve.
Os interessados poderão aceder e descarregar informação adicional sobre a Feira aqui:
http://www.cm-braganca.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=38506¬iciaId=46442&pastaNoticiasReqId=44435
Cordialmente
Rui Borralho
Rui Borralho
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sexta-feira, 18 de março de 2011
Igreja da Sagrada Família em Barcelona
Igreja da Sagrada Família em Barcelona
A construção da Sagrada Família começou 125 anos atrás. É uma das mais famosas obra-primas inacabadas do mundo, e os críticos dizem que a versão final do edifício de Gaudi vai parecer muito pouco com o projeto original. Gaudí se recusou de desenhar todo o projeto durante a construção e preferiu fazer alterações com a obra em andamento. Os desenhos originais, durante a Guerra Civil espanhola, foram muito estragados pelos anarquistas. Gaudí passou 40 anos supervisionando o trabalho no edifício, e quando morreu, em 1926, a igreja estava longe de terminar. Jordi Bonet, ajudado por um escultor e uma equipe de 40 empregados, passou a realizar o trabalho de terminar o edifício após a morte de Gaudí.

foto Getty Images

foto de Murdo Macleod

foto de Toni Albir/EPA

Josep Maria Subirachs trabalhou na fachada oeste da igreja, a qual exibe a paixão de Cristo.

foto de Tibor Bognar/Corbis

foto Disc/Getty Images

foto de Barry J. Holmes/Rex Features

foto de Santiago Lyon/AP
O projeto tem espirais, como essa escada da torre do sino.

foto de Kevin Foy/Rex Features

Foto de Grant Faint/Getty Images
Em 2005, a Sagrada Família foi ultrapassada no horizonte de Barcelona pela Torre Agbar, projetada pelo arquiteto francês Jean Nouvel.
foto de Cesar Rangel/AFP
A construção da Sagrada Família começou 125 anos atrás. É uma das mais famosas obra-primas inacabadas do mundo, e os críticos dizem que a versão final do edifício de Gaudi vai parecer muito pouco com o projeto original. Gaudí se recusou de desenhar todo o projeto durante a construção e preferiu fazer alterações com a obra em andamento. Os desenhos originais, durante a Guerra Civil espanhola, foram muito estragados pelos anarquistas. Gaudí passou 40 anos supervisionando o trabalho no edifício, e quando morreu, em 1926, a igreja estava longe de terminar. Jordi Bonet, ajudado por um escultor e uma equipe de 40 empregados, passou a realizar o trabalho de terminar o edifício após a morte de Gaudí.

foto Getty Images

foto de Murdo Macleod

foto de Toni Albir/EPA

Josep Maria Subirachs trabalhou na fachada oeste da igreja, a qual exibe a paixão de Cristo.

foto de Tibor Bognar/Corbis

foto Disc/Getty Images

foto de Barry J. Holmes/Rex Features

foto de Santiago Lyon/AP
O projeto tem espirais, como essa escada da torre do sino.

foto de Kevin Foy/Rex Features

Foto de Grant Faint/Getty Images
Em 2005, a Sagrada Família foi ultrapassada no horizonte de Barcelona pela Torre Agbar, projetada pelo arquiteto francês Jean Nouvel.
foto de Cesar Rangel/AFP
Vincent Callebaut a le pouce vert à Hong-Kong


Rendre ses parfums au « Port aux parfums », tel était l’objectif de l’architecte visionnaire belge Vincent Callebaut en imaginant son projet intitulé « Jungle urbaine ». Né dans le cadre d’un concours de la ville de Hong-Kong afin de promouvoir l’image de la baie et lui offrir un environnement de qualité durable, ce projet visa à lutter contre la pollution. Il offre également des services permettant d’améliorer la qualité de vie des citoyens hongkongais comme des opéras subaquatiques, des promenades piétonnes, des pistes cyclables et des musées océanographiques.
Epoustouflant.
Fazer perfumes no "Porto de perfume", como era o objetivo do visionário arquitecto belga Vincent Callebaut, imaginando seu projecto intitulado "Urban Jungle". Nascido no âmbito da assistência a partir da cidade de Hong Kong para promover a imagem da baía e oferece um ambiente de qualidade durável, este projecto foi a luta contra a poluição. Ele também oferece serviços para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos de Hong Kong como operações submarinas, passeios pedestres, ciclovias e oceano museus.
Tirar o fôlego.








Rendre ses parfums au « Port aux parfums », tel était l’objectif de l’architecte visionnaire belge Vincent Callebaut en imaginant son projet intitulé « Jungle urbaine ». Né dans le cadre d’un concours de la ville de Hong-Kong afin de promouvoir l’image de la baie et lui offrir un environnement de qualité durable, ce projet visa à lutter contre la pollution. Il offre également des services permettant d’améliorer la qualité de vie des citoyens hongkongais comme des opéras subaquatiques, des promenades piétonnes, des pistes cyclables et des musées océanographiques.
Epoustouflant.
Fazer perfumes no "Porto de perfume", como era o objetivo do visionário arquitecto belga Vincent Callebaut, imaginando seu projecto intitulado "Urban Jungle". Nascido no âmbito da assistência a partir da cidade de Hong Kong para promover a imagem da baía e oferece um ambiente de qualidade durável, este projecto foi a luta contra a poluição. Ele também oferece serviços para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos de Hong Kong como operações submarinas, passeios pedestres, ciclovias e oceano museus.
Tirar o fôlego.






Cidades flutuantes para o ano 2100
Futuro
Cidades flutuantes para o ano 2100- "Será que estarei cá, para ver isto?"

A pensar nos milhares de refugiados que resultarão da inundação das cidades costeiras pela eventual subida do nível do mar no final do século, o arquitecto Vincent Callebaut idealizou um novo conceito de unidade urbana.
As alterações climatéricas e a previsão de subida das águas do mar irão produzir milhares de refugiados que necessitam de ser realojados. A partir desta previsão, o arquitecto Vincent Callebaut imaginou para 2100 uma unidade urbana pronta a receber 50 000 pessoas.
Intitulada Lilypad, a cidade será flutuante, funcionará nos oceanos e poderá ser multiplicada as vezes necessárias, uma vez que é auto-suficiente. Se as previsões da ONU se confirmarem, em 2100 o número de refugiados das zonas costeiras inundadas com a subi-da do mar em cerca de um metro poderá chegar aos 250 milhões, pelo que os oceanos poderão ser povoados de cidades flutuantes.
Do ponto de vista da forma, o conceito que suporta Lilypad baseia-se na Victoria régia, um nenúfar gigante que pode ser encontrado na Amazónia e é feito de uma fibra natural extremamente elástica e plástica, que assim permite que flutue na água.
Com o "objectivo de criar um sistema harmonioso baseada na dupla ser humano/natureza, bem como explorar novos modos de habitar no mar recorrendo a espaços colectivos fluidos e de pro- ximidade, potenciando a inclu-são social e o encontro de todos os cidadãos, nativos da nova cidade ou estrangeiros, novos ou velhos…", o arquitecto belga ampliou a forma desta espécie natural 250 vezes para criar um sistema urbano.
De facto, a cidade pode ser posicionada em qualquer massa de água do globo e terá conceitos terrestres e aquáticos. Por um lado, será centrada num lago, a partir do qual se organizam três grandes áreas, que correspondem às funções de trabalho, lazer e serviços. Cada uma destas zonas será dotada de uma marina e uma montanha, esta última uma clara alusão ao imaginário da paisagem terrestre.
Uma rede orgânica de infra-estruturas e vias une as montanhas e dará acesso a habitações e jardins suspensos, também eles organizados de uma forma ondulante e sinuosa. Os materiais de construção idealizados pelo arquitecto são as fibras de poliéster, cobertas por camadas de dióxido de titânio.
Quanto à produção e consumo de energia, Lilypad será auto-suficiente e não emitirá gases poluentes: assim o lago central terá água doce recolhida das chuvas, e ser-virá de reservatório natural para a água potável. As fontes de energia ali utilizadas serão todas renováveis, como solar térmica e fotovoltaica, energia das marés, eólica, com fitopurificação da água para consumo dos seus habitantes e reciclagem dos resíduos por eles produzidos.
Para o seu autor, Lilypad é uma "antecipação particular da literatura de Júlio Verne, mas também uma alternativa possível de uma ecopolis multicultural, cujo metabolismo estará em perfeita simbiose com os ciclos da natureza", explica.
Temos entretanto de esperar 90 anos para a aferição desta ideia simultaneamente utópica e esperançosa.
Para já, existem todos os anos mais de 210 milhões de desalojados no mundo vítimas do clima, a aguardar respostas urgentes.
Cidades flutuantes para o ano 2100- "Será que estarei cá, para ver isto?"

A pensar nos milhares de refugiados que resultarão da inundação das cidades costeiras pela eventual subida do nível do mar no final do século, o arquitecto Vincent Callebaut idealizou um novo conceito de unidade urbana.
As alterações climatéricas e a previsão de subida das águas do mar irão produzir milhares de refugiados que necessitam de ser realojados. A partir desta previsão, o arquitecto Vincent Callebaut imaginou para 2100 uma unidade urbana pronta a receber 50 000 pessoas.
Intitulada Lilypad, a cidade será flutuante, funcionará nos oceanos e poderá ser multiplicada as vezes necessárias, uma vez que é auto-suficiente. Se as previsões da ONU se confirmarem, em 2100 o número de refugiados das zonas costeiras inundadas com a subi-da do mar em cerca de um metro poderá chegar aos 250 milhões, pelo que os oceanos poderão ser povoados de cidades flutuantes.
Do ponto de vista da forma, o conceito que suporta Lilypad baseia-se na Victoria régia, um nenúfar gigante que pode ser encontrado na Amazónia e é feito de uma fibra natural extremamente elástica e plástica, que assim permite que flutue na água.
Com o "objectivo de criar um sistema harmonioso baseada na dupla ser humano/natureza, bem como explorar novos modos de habitar no mar recorrendo a espaços colectivos fluidos e de pro- ximidade, potenciando a inclu-são social e o encontro de todos os cidadãos, nativos da nova cidade ou estrangeiros, novos ou velhos…", o arquitecto belga ampliou a forma desta espécie natural 250 vezes para criar um sistema urbano.
De facto, a cidade pode ser posicionada em qualquer massa de água do globo e terá conceitos terrestres e aquáticos. Por um lado, será centrada num lago, a partir do qual se organizam três grandes áreas, que correspondem às funções de trabalho, lazer e serviços. Cada uma destas zonas será dotada de uma marina e uma montanha, esta última uma clara alusão ao imaginário da paisagem terrestre.
Uma rede orgânica de infra-estruturas e vias une as montanhas e dará acesso a habitações e jardins suspensos, também eles organizados de uma forma ondulante e sinuosa. Os materiais de construção idealizados pelo arquitecto são as fibras de poliéster, cobertas por camadas de dióxido de titânio.
Quanto à produção e consumo de energia, Lilypad será auto-suficiente e não emitirá gases poluentes: assim o lago central terá água doce recolhida das chuvas, e ser-virá de reservatório natural para a água potável. As fontes de energia ali utilizadas serão todas renováveis, como solar térmica e fotovoltaica, energia das marés, eólica, com fitopurificação da água para consumo dos seus habitantes e reciclagem dos resíduos por eles produzidos.
Para o seu autor, Lilypad é uma "antecipação particular da literatura de Júlio Verne, mas também uma alternativa possível de uma ecopolis multicultural, cujo metabolismo estará em perfeita simbiose com os ciclos da natureza", explica.
Temos entretanto de esperar 90 anos para a aferição desta ideia simultaneamente utópica e esperançosa.
Para já, existem todos os anos mais de 210 milhões de desalojados no mundo vítimas do clima, a aguardar respostas urgentes.
SEUL RECEBE A PONTE DO FUTURO

Não deixa de ser uma ponte, mas o seu design impede-a de ser apenas mais uma estrutura de passagem no centro de Seul. A questão ambiental não foi ignorada, mas anda de mão dada com a cultura, o lazer e as novas tecnologias. Bem-vindos ao futuro, onde, no que toca à sua função, nenhum espaço é unidimensional.

Tal como Londres ou Paris, a capital da Coreia do Sul é atravessada por um rio. Perto de 30 pontes ligam já as duas margens do Han, mas a Paik Nam June Media Bridge promete ser mais do que uma simples estrutura de passagem; tornar-se-á, antes, num novo ponto central da cidade. Esta é a ambiciosa meta traçada pelo gabinete de arquitectura Planning Korea, que apresenta um projecto futurista e, como tal, concebido para ser amigo do ambiente.
A totalidade da extensão da ponte, correspondente a 1,08 quilómetros, será coberta com painéis solares, de forma a que a própria infraestrutura gere a energia necessária aos diversos espaços de lazer que foram projectados no seu interior. Aí inclui-se um museu, uma biblioteca pública direccionada para os transeuntes mais jovens e um centro comercial (quando dissemos que esta era a ponte do futuro, não estávamos a exagerar).
E para ninguém ficar de fora, a ponte terá faixas de rodagem para automóveis e bicicletas, bem como um percurso para peões. Qualquer que seja o modo de transporte, a paisagem não pode deixar de ser apreciada, já que, além do rio e de todo o cenário urbano envolvente, será instalada na ponte uma série de jardins cujo crescimento é garantido pelos recursos locais - água do rio e das chuvas, ventilação e luz natural.

As funcionalidades da Paik Nam June Media Bridge não ficam, contudo, por aqui: desenhada a pensar no tráfego do rio Han, a ponte dispõe de um cais preparado para acolher iates, cruzeiros e também os chamados táxis aquáticos.
Um pormenor ainda não revelado: o nome da ponte é, na verdade, uma homenagem ao artista Nam June Paik (1932-2006), considerado o "pai" da videoarte. São célebres as diversas esculturas que concebeu a partir de televisões - o mais emblemático exemplo é a peça "Pre-Bell-Man", instalada em frente ao Museum für Kommunikation, em Frankfurt, na Alemanha - e as performances multidisciplinares que combinavam música, encenação e, claro, vídeo. Desta forma, os arquitectos da Planning Korea promovem a cobertura da ponte como uma autêntica "tela" onde artistas de todo o mundo podem projectar os seus trabalhos media.


Vídeo com o making-of da maqueta da ponte e comentários do director criativo:
Paik Nam June Media Bridge Making Film from PLANNING KOREA on Vimeo.
Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2010/11/a_ponte_do_futuro.html#ixzz1GwGSh1me
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